*Matéria atualizada às 10h46 do dia 7/11/2019 para correção de informações.

SÃO PAULO -O Grupo Bitcoin Banco (GBB) entrou com pedido de recuperação judicial na segunda-feira (4) e logo em seguida sofreu com um vazamento na internet de dados pessoais e valores investidos de clientes.

Documento ao qual o site Cointelegraph teve acesso conteria nome, CPF/CNPJ, endereço, empresa investida, valores e classificação de investimento dos clientes da empresa.

Segundo o site, os valores dos aportes variam de poucas dezenas de reais até cifras milionárias. Mais de 20 investimentos seriam de mais de R$ 1 milhão.

O Bitcoin Banco é acusado de praticar pirâmide financeira e de reter desde maio os saques de milhares de investidores. Na época, o grupo denunciou um esquema que levou ao saque indevido de cerca de R$ 50 milhões e decidiu suspender a retirada de valores e congelar as contas dos clientes. Diversas pessoas entraram com processos, então, para reaver o direito de movimentarem suas contas.

Já são várias decisões da Justiça para bloqueios valores da empresa, em uma delas, de R$ 6 milhões, foram encontradas contas vazias, levando ao valor bloqueado de apenas R$ 130 mil.

No pedido de recuperação judicial, o Bitcoin Banco pede “a suspensão de todas as ações e execuções ajuizadas em face das autoras” e “o levantamento de todas as penhoras e constrições” impostas.

Fundado por Cláudio Oliveira, que ganhou o apelido de “Rei do Bitcoin”, o grupo está por trás da exchange NegocieCoins, que em abril disse ter a maior movimentação de criptomoedas do mundo, com US$ 900 milhões.

Em nota enviada ao InfoMoney, o GBB diz que não houve vazamento de dados, pois eles constam da petição de Recuperação Judicial ajuizada no Tribunal da Justiça e sua configuração é pública.

Confira a íntegra do comunicado: 

O Grupo Bitcoin Banco (GBB) informa que protocolou a petição inicial de Recuperação Judicial de oito empresas do Grupo, perante a 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de Curitiba, nesta segunda-feira (04).

O GBB reforça que a medida – que conta com supervisão direta do Poder Judiciário e do Ministério Público – é o procedimento mais efetivo e transparente para a resolução dos problemas que está enfrentando, permitindo a reorganização dos negócios, o redesenho do passivo e a superação da crise econômico-financeira.

A recuperação judicial tem por objetivo viabilizar a superação da situação de crise econômico-financeira do GBB, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores e dos interesses dos credores, promovendo, assim, a preservação das empresas, sua função social e o estímulo à atividade econômica.

O Grupo Bitcoin Banco (GBB) também informa que preza pelo bom relacionamento com a entidade e irá acatar 100% das orientações realizadas pela CVM, até que seja concluído um estudo pormenorizado de seu corpo jurídico quanto ao efetivo enquadramento à Lei 6.385/1976.

O GBB aproveita este momento para agradecer a autarquia e buscar um diálogo aberto com a entidade para alinhamento das atividades e entendimento da necessidade de registros, ou dispensa deles, visando a um aperfeiçoamento constante da sua atuação nesse mercado.

Uma vez que a CVM está inclinada a contribuir na regulamentação das atividades das empresas que atuam no setor de criptomoedas, o GBB está disposto a manter uma agenda positiva com a entidade na troca de conhecimento e informações relevantes que auxiliem nesse momento de evolução do setor no Brasil.

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