Nesta semana, o leitor do Estadão teve a oportunidade de fazer perguntas ao editor Rodrigo Cavalheiro, no instante em que ele cobria um protesto contra o presidente Sebastián Piñera, ao vivo, de Santiago, no Chile. Também pôde acompanhar a repórter Priscila Mengue que, diretamente da Praia do Cupe, em Pernambuco, cobria a tragédia ambiental do vazamento de óleo no litoral brasileiro. Na quinta-feira, foi possível enviar questionamentos ao governador de São Paulo, João Doria, no momento em que ele era entrevistado pelos repórteres Cecília Ramos e Pedro Venceslau no Palácio dos Bandeirantes. A participação de leitores em reportagens e entrevistas, por meio de lives no Facebook, é uma das novidades da plataforma digital do Estadão.

Há várias outras, todas elas derivadas da mesma filosofia que vem norteando a transformação digital do Estadão. Uma reportagem – seja ela veiculada em texto, vídeo, podcast ou tudo isso misturado – não é um fim em si. Ela é o início de um diálogo. A tecnologia que revolucionou o jornalismo colocou o leitor no centro do processo de produção de notícias.

Hoje ele interage com repórteres e entrevistados, como nos exemplos acima. Envia perguntas para os colunistas – caso de Eliane Cantanhêde, que tira as dúvidas dos leitores num dos podcasts mais baixados da plataforma do Estadão. Vota em enquetes, faz testes, sugere reportagens. O especial que o Estadão prepara para os 130 anos da República será montado, em parte, sobre ideias de pauta dos leitores. Na home do Estadão, tais conteúdos são destacados numa faixa que fica acima da manchete principal – prova da importância que o jornal dá a essa interação com os leitores.

“O jornalismo vive uma fase vibrante e fascinante. A tecnologia possibilita que as redações vivam uma explosão de criatividade”, diz João Gabriel de Lima, editor executivo do Estadão. Várias das novidades inauguradas nas últimas semanas atestam isso. Está no ar, por exemplo, “Crianças que Leem”, da repórter Renata Cafardo, sobre alfabetização infantil, uma minissérie em formato de podcast. Como no Netflix, o leitor pode baixar um capítulo por vez ou a íntegra, para “maratonar”. Às vésperas dos 130 anos da República, o leitor pode seguir no Twitter perfis de Joaquim Nabuco, D. Pedro II, Rangel Pestana e outros monarquistas e republicanos – um jeito lúdico de falar da história do Brasil.

Monitores. A centralidade do leitor não se expressa apenas na participação ao vivo em reportagens e entrevistas. Desde 14 de outubro, editores do Estadão organizam o conteúdo do jornal de acordo com áreas de interesse, em newsletters autorais – sobre tecnologia, cultura, mulheres, economia e política. As leitoras podem seguir no Twitter o robô Maria Capitu, que monitora projetos de interesses das mulheres no Congresso Nacional. A editoria de Política e o departamento de Arte do Estado criaram o Monitor Bolsonaro e o Monitor Doria, que fiscalizam os projetos dos respectivos governos. “As ferramentas de acompanhamento em tempo real dos governantes dão aos leitores o poder de exercer sua cidadania”, diz David Friedlander, editor executivo do Estadão. Essas ferramentas se juntam ao Basômetro, iniciativa pioneira que mede a taxa de governismo do Congresso.

O Estadão também vem criando ferramentas de transparência para seu próprio jornalismo. A fotógrafa Gabriela Biló contou, num vídeo, como fez a famosa imagem de capa que viralizou, duas semanas atrás, nas redes sociais – aquela em que o presidente Jair Bolsonaro aponta o dedo para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O vídeo foi exibido no Drops Estadão – iniciativa pioneira de jornalismo para o Instagram, que acaba de completar dois anos – e depois se espalhou por outras redes sociais. Séries de reportagens – como as já citadas sobre o óleo nas praias e os protestos no Chile – incluem conteúdos multiplataforma com a característica de “making of”, em que os jornalistas mostram detalhes da apuração.

Redação. A fase atual da transformação digital do Estadão começou há dois meses, com uma mudança no cotidiano da redação. Mas o processo começou muito antes, há três anos, com a criação do setor de Estratégias Digitais da empresa. Hoje, jornalistas de texto e imagem, analistas de dados, engenheiros, especialistas em SEO e redes sociais, radialistas, programadores, gerentes de produto, designers e profissionais de marketing trabalham no mesmo espaço – a redação – a serviço do jornalismo de excelência que o Estadão produz há 144 anos. Tudo para que este jornalismo de excelência seja entregue dentro da jornada do leitor, na plataforma preferida pelo leitor, em permanente diálogo com o leitor – são 27 milhões de usuários mensalmente nas plataformas do Estadão.

O departamento de jornalismo da FAAP, em São Paulo, promoverá nesta semana evento sobre a transformação digital do Estado. Os debates incluirão profissionais da área de jornalismo e de tecnologia, do Estadão e de outras empresas. As inscrições podem ser feitas no site http://www.estadao.com.br/e/inscricao.

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