Nesta terça-feira (29), a internet completa 50 anos de existência. Mas não estamos falando da internet da forma como a conhecemos hoje. Estamos falando desse meio de comunicação global que revolucionou toda uma geração e implementou mudanças radicais na sociedade. E que, desde sua criação, vem mudando a forma de como nos relacionamos, como obtemos informações, como compramos e como fazemos praticamente tudo no dia a dia.

A cada avanço conquistado, a internet possibilitou o desenvolvimento de outras inovações. Como você imaginaria viver hoje sem internet?

Lançada no dia 29 de outubro de 1969, a internet foi resultado de pesquisas militares, no auge da Guerra Fria. Na época, a internet foi criada como encomenda do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que precisava de um mecanismo facilitador de transmissão de informações entre os computadores.

Entretanto, não foi somente a vertente militar que deu origem a internet. Universidades, empresas de tecnologia e alguns políticos também tiveram participação na criação da ferramenta de comunicação. 

Desse modo, surgiu a Arpanet, sigla para Advanced Research Projects Agency Network. A primeira conexão Arpanet foi feita entre a Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e o Instituto de Pesquisa de Stanford. Assim, a Arpanet foi a base primária da rede, como se fosse a mãe da internet atual. 

Caminhando a passos largos, a Arpanet então expandiu-se e chegou a conectar servidores do governo e diversas universidades americanas. Em 1980, cerca de 10 mil pessoas já tinham acesso à rede, número que saltou para 100 mil, apenas nove anos depois. 

Até a década de 90, a internet ficou restrita a uso acadêmico, científico e militar. 

A chamada internet discada ou “dial-up” era o meio mais eficaz de se conectar a internet da década de 90. Para isso, era necessário um telefone conectado a um modem e um provedor de acesso, para conectar o usuário à rede.

Quem viveu nesta época provavelmente se lembra do ruído que a conexão discada fazia, deixando o usuário na expectativa se a internet iria ou não conectar. E quando conectava, o computador emitia um saudoso barulho característico.

Além disso, a conexão discada era adquirida por planos de horas, em vez dos planos por gigabytes como conhecemos hoje. Na época, era possível adquirir planos de por exemplo 30 horas, com acesso à internet durante esse tempo. 

No entanto, essa forma de acesso a internet era muito complicada e entregava uma internet extremamente lenta, cara e de difícil acesso. Os sites demoravam vários minutos para carregar. Para ver vídeos e imagens, por exemplo, a rede levava horas ou até mesmo dias para fazer o download do arquivo. 

A ligação dial-up costumava cair sempre e a linha telefônica tinha que ficar sempre ocupada. Isso porque, enquanto a internet estivesse ligada, a linha telefônica era utilizada para transmitir o sinal e, por isso, ficava ocupada. Desse modo, não era possível usar o telefone para fazer ligações enquanto a internet estivesse ligada. Muitas pessoas ficavam incomunicáveis por causa disso, o que frequentemente causava conflitos nas famílias.

O World Wide Web, conhecido pela sigla WWW foi uma grande revolução, apresentada ao público em 1991. Esta invenção possibilitou e possibilita até hoje a ligação mútua entre as pessoas, através de um sistema hipermídia. O WWW foi responsável por difundir vídeos, sons, hipertextos e figuras através de diferentes páginas da internet.

Daí surgiu a expressão “navegar” na internet, que é quando um usuário interage em vários sites, geralmente usando um navegador, que exibe os mais diversos conteúdos. Antes do WWW, por exemplo, os textos não eram misturados com imagens na internet. 

Desse modo, a Web permitiu que todos pudessem usar a internet, e não só pesquisadores das universidades e militares.  

Apesar da internet ter se tornado mais acessível através da WWW, isso não significou uma difusão democrática. A internet, na realidade, não é igualitária e totalmente acessível. A desigualdade digital ainda é um fenômeno recorrente. Em localidades afastadas, onde há populações carentes, muitas pessoas sequer conhecem a internet.

A infraestrutura da internet atualmente é composta basicamente por meio de cabos submarinos e satélites, que conectam globalmente as pessoas. Por isso, deve-se pensar em uma maneira prática de levar as conexões a locais inacessíveis. 

Porém, muitas empresas de tecnologia pensam em maneiras de tornar a internet mais acessível a levá-la para lugares mais remotos. O Google, por exemplo, possui programas de inclusão para levar a internet a países em desenvolvimento, como o projeto Loon, em que são usados balões gigantes que levam conexão wi-fi na estratosfera. Esses balões já foram testados em alguns países e se mostraram bastante eficientes. E é claro, expandindo o acesso mundial a internet, o Google pensa em difundir e vender seus próprios serviços. 

A chamada “internet das coisas” é o presente e também o futuro da internet. De uma forma simples, é a capacidade de conectar à internet inúmeros objetos e dispositivos, de distintas formas. Atualmente, sabe-se que é possível conectar muito além de celulares e computadores.

Equipamentos como TVs, câmeras, videogames, geladeiras, alarmes, sistemas de som e dispositivos vestíveis como relógios, pulseiras, fones de ouvido, óculos entre outros podem ser conectados a internet. Muitos destes aparelhos têm funções específicas, que facilitam o dia a dia das pessoas. 

As geladeiras que se conectam a internet, por exemplo, podem ser controladas a distância para procurar receitas em sites, fazer listas de compras, mapear os alimentos estão faltando na geladeira e até mesmo desempenhar funções adicionais, como fazer um tuíte enquanto cozinha.

Já os dispositivos vestíveis possuem um grande potencial, podendo auxiliar em questões importantes, como saúde e desempenho físico das pessoas. A maioria dos relógios inteligentes executam tarefas que vão além de mostrar a hora: os dispositivos também medem os batimentos cardíacos, pressão arterial, entre outras inúmeras funções.

Uma das principais tendências atuais são os sistemas de controle das residências. É possível controlar as luzes, cortinas, portas, eletrodomésticos e alarmes somente através do celular, ou melhor: através de comandos de voz. 

Entretanto, vale ressaltar que a “internet das coisas” também possui suas desvantagens. Estar sempre conectado, a todo momento e em todos os lugares pode trazer riscos à segurança e à privacidade on-line. Empresas de tecnologia podem visualizar, utilizar e até mesmo compartilhar informações privadas que as pessoas disponibilizam na internet, colocando em risco a vida privada o usuário.

Atualmente, quatro bilhões e meio de pessoas podem acessar das mais diversas formas a internet todos os dias. No Brasil, cerca de 70% da população usa internet, segundo pesquisa TIC Domicílios, divulgada em agosto deste ano. Desse número, 94,2% das pessoas utilizam o smartphone para ficar conectado, segundo a pesquisa Mídia Dados 2019. 

A partir disso, fica cada vez mais nítido que o futuro da internet está na sua capacidade de ser móvel. A partir do momento em que não é preciso mais fazer uso de modem, cabos e outros aparatos para estar conectado, pode-se acessar tudo, em quase todos os lugares. Aos poucos, a expressão “entrar na internet” vai sumindo, na medida em que não será mais necessário nos desconectar dela. 

A internet como conhecemos hoje facilita nossa vida em inúmeros aspectos. Trabalhar, fazer compras on-line, aprender coisas novas e comunicar rapidamente com outras pessoas são apenas algumas vantagens de estar conectado. 

No entanto, a internet evolui tão desenfreadamente, que modifica o jeito de nos relacionarmos e pode trazer algumas consequências negativas. A exposição da privacidade é uma das principais desvantagens de estar sempre conectado. Com frequência são noticiados vazamento de informações pessoais de milhões de pessoas pela web. Apesar de não parecer, acontecimentos como estes podem trazer riscos graves aos internautas. 

Recentemente, também foi possível constatar o impacto da internet nas democracias. Apesar da internet e das redes sociais terem a capacidade de dar voz a todo mundo, muitas vezes os extremos é que são ouvidos. Exemplo de episódios assim acontecem no campo político, como em eleições presidenciais e outros eventos. Além disso, é recorrente também a disseminação de notícias falsas, crimes como pedofilia e roubos virtuais, ataques hacker, entre outras coisas do “lado sombrio da rede”. 

Contudo, o cinquentenário da internet merece ser celebrado, pois foi uma das maiores e mais poderosas invenções humanas.

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